Capítulo 12 - A Festa. parte 1

Dany: Vamos ué!

Rafa: A gente vai no carro de quem?

- Meu! - quem disse foi o Thiago, melhor amigo do Luck e que mora com ele também. Ele é todo bombado e metido a riquinho. Não gosto muito dele, mas como é amigo do Luck a gente releva. E além do mais ele ajuda com toda a grana que tem.

Thiago: São dois carros, eu sabia que iam ser bastante gente.

Dany: E quem vai dirigir? Diz que não é o Luck, por favor.

Thiago: Não, Eu dirijo ume o Deco o outro. - ele falou colocando a mão no ombro do único garoto que tava tão doidão quanto o Luck.

Eu fui no carro com o Deco e mais uma galera. Foi a viagem mais emocionante da minha vida. Achei que ia morrer a cada freada que ele dava no carro. A gente chegou mais cedo que o carro do Thiago ainda, talvez porque ele respeitasse as regras do trânsito. Quando saí dei de cara com uma casa enorme. No meio do nada, sem vizinhos. 

Rafa: O dono disso deve ser muito rico, puta que pariu.

Até eu conseguir entrar na casa vi umas 10 gurias vomitando e com a maquiagem toda borrada. Lá dentro era fantástico. Não parecia nem um pouco uma casa, parecia uma boate, só que gigante. O DJ tava num palco mais no alto. As luzes eram todas verdes e azuis. E o melhor que eu vi até agora eram as bebidas, tinha muita vodca colorida. Que foda.

Eu: Quero provar todas as cores.

Luck: É ISSO AI MADUZINHA! MANDA VER! Só cuida com as pílulas que te oferecerem. FUI. - ele cochichou a última frase e se perdeu no meio da festa, como sempre.

Quase não ouvi o que ele disse com a música alta tocando. Fui procurar logo a cozinha. Não demorou muito e encontrei um balcão com um barman servindo as pessoas. OK, tava começando a desconfiar dessa “casa” do amigo do Luck.

Depois que eu peguei a bebida certa finalmente, comecei a reparar nas gurias que estavam dançando na minha frente. Uma mais arrumadinha que a outra, as vezes eu achava uma com a roupa rasgada. Essa aí nem esperou a metade da festa e já mandou ver.

Fui olhar como eu tava vestida, tênis, calça jeans, camisa branca e um casaco de couro que eu roubei da casa do Rafa. Meu cabelo devia estar todo bagunçado e eu não tinha passado nada além de um lápis de olho preto. Beleza, já fui pior em uma festa e foi uma das melhores.

Lizy: Ta brisando aí Madu?

Eu: Hahaha, eu só to vendo como eu vim. Esqueci da festa e acabei não me arrumando direito.

Lizy: Eu faço isso direto, por isso saio sempre vestida pra tudo, jeans é a coisa mais versátil do universo… Putz, amo essa música, vem. - começou uma música muito louca e ela me puxou pra pista.

Dançar é uma das melhores coisas que existem no mundo. Tu não precisa de uma coreografia certa, só precisa de uma boa música pra te empolgar, te fazer pular e balançar a cabeça. 

Eu tenho o dom de dançar ridiculamente e cantar como se tivesse no meu quarto e ninguém estivesse do meu lado.

-

E foi assim, bebia um pouco dançava mais. As vezes chegavam uns caras, mas eu não tava muito a fim. Pois é, existem vezes que a gente vai pra festa só pra se divertir, não pra dar ou pra comer. Entendam como quiser.

Num dos intervalos da dança, fui pegar a bebida colorida, era a vez da azul agora.

- Ta aproveitando a festa Madu?

Me virei rápido, não reconheci a voz.

Eu: Ah, sim e você?

Alê: Sempre neh? Hahaha. 

O Alê é um amigo do Luck. Com certeza o garoto mais bonito com que eu já fiquei e o mais burro talvez.

Alê: Ta namorando ou ta livre?

Eu: To solteira sim. E tu, casado claro.

Alê: Hahaha, não. To solteiro também. É por isso que vim pra festa. Ainda mais “uma festa de Luck” se é que me entende.

Eu: Entendo. - eu sorri e continuei tomando a vodca. Ele ficou falando umas coisas que eu não entendia muito bem por causa do volume da música, mas quando ele chegou mais perto entendi o que ele queria com toda essa simpatia. O que mais podia ser?

Ele me beijou e puxou minha cintura pra ficar colada com a dele. É bonito demais pra eu resistir, droga.

A gente ficou mais um tempo e depois ele tava querendo me levar pra casa dele.

Eu: Vou avisar minha amiga primeiro.

Nem fodendo que eu vou sair da festa pra ir pra casa do Alê. E se eu falasse que não ele ia ficar insistindo, daqui a pouco acha outra e me esquece.

Fui ver se achava alguém por ali. Achei a cabeça vermelha da Nessa que tava colada com outra. O Dany, lógico. Mas quando eu cheguei mais perto percebi que a cabeça não era a do Dany. Eu não sabia o que falar nem se falava alguma coisa.

Filha da puta.

Eu: Eaí Nessa? Tudo na boa? Eu tava procurando o Dany, mas com certeza tu não sabe onde ele está neh? - eu falei sorrindo, é to muito bêbada mesmo pra chegar nela e falar isso.

Ela só me ouviu com as sobrancelhas erguidas eu achei melhor sair dali logo e procurar o Dany. Mas ela me segurou.

Nessa: Ele foi procurar a Sandy, aliás eu percebi que ele faz muito isso. E eu não tenho compromisso com ninguém, não to fazendo nada de errado. - falou e voltou a beijar o guri do lado dela.

Ela gosta de um estilo nerd, deu pra perceber.

E ela tinha razão, não tava fazendo nada de errado, mas isso não fazia doer menos no Dany. 

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